segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ecopista do Ramal de Famalicão


Já ganham forma os 28 km da ecopista do Ramal de Famalicão, que vai correr sobre a antiga linha ferroviária de via estreita que ligava Famalicão à Póvoa do Varzim. O trajecto encontra-se em obras e quase pronto e levar piso alcatroado. A ecopista vai partir da actual estação de metro da Póvoa do Varzim, passando por Amorim, São Felix, Laúndos, Rates, Fontainhas, Balasar, Gondifelos, Cavalões, Outiz e Barradas, terminando já dentro da cidade de Famalicão. Ficam aqui algumas imagens colhidas hoje do futuro trajecto.

                                     São Felix                                               Rates
                                                Laúndos                            Rates
                                           Rates                                            Gondifelos

Os nomes que ficaram... Póvoa a Famalicão


Segunda-feira de Páscoa, 6h50, 71 km para retratar os nomes que ficaram... desde 1995, altura em que o comboio apitou, mas não mais voltou.




quarta-feira, 4 de abril de 2012

Aspectos Azulejares - Linha do Tâmega


Algumas estações abandonadas da linha do Tâmega primam pelos valiosos painéis azulejares. A estação de Mondim, por exemplo, é das mais encantadoras, possuindo um conjunto de quadros regionalistas com fantasiosas molduras policromadas, da autoria de Gilberto Renda. Ficam aqui os exemplos das estações do Gatão, Chapa e Modim de Basto.



Painel na estação de Mondim.

domingo, 18 de março de 2012

Aventura ao Sabor


Mais uma aventura ao planalto transmontano! A região do Sabor no profundo Portugal é simplesmente fantástica e o seu aspecto desertificado torna-se absolutamente inspirador. No próximo mês de Julho de 2012 vamos percorrer pela primeira vez a antiga linha de caminho-de-ferro que corre perto do rio Sabor. O comboio já lá não passa desde 1988 e parte daquele extenso património encontra-se completamente em ruínas, mas prestes a ser restaurado para memória futura, através da conclusão da ecopista de 105 km.
De comboio (e com as bicicletas) partimos do Minho em direcção ao Pocinho, localidade que se situa já sobre os calcanhares do douro Internacional. A linha do douro é simplesmente fantástica, correndo em precipício junto do rio Douro, e, é por isso também, uns dos pontos mágicos da viagem. Chegados ao Pocinho, restam-nos 240 km de bicicleta para fazer durante os dois dias, à média acolhedora de aproximadamente 20 km/h... quando não se estiver parado. Às 11h00 saímos do Pocinho em direcção à Torre de Moncorvo, vencendo a primeira grande dificuldade do terreno. São 300 metros de desnível que teremos que vencer em apenas 12 km… mas a paisagem que nos vai acompanhar nesta fase do percurso ajuda-nos seguramente a ultrapassar as dificuldades! A esplêndida linha do Sabor vence a mesma  montanha ao nosso lado esquerdo e aqui ainda tem carris ferrujentos. Depois de almoço na Torre de Moncorvo, entramos para a ecopista que é construída sobre a linha do Sabor, em terra batida, mas em excelentes condições. São 20 km de ecopista, cruzando a região das antigas minas de ferro de Torre de Moncorvo. A partir de Carviçais a linha obriga-nos a seguir por estrada e vão ser quilómetros e quilómetros sobre o planalto transmontano, quase desertificado, mas muito inspirador. A chegada a Duas Igrejas, ponto final na linha do Sabor, é por volta das 20h30. E 10 km mais à frente situa-se a cidade de Miranda do Douro, num dos pontos mais “longínquos” de Portugal. É aqui que, antes da pernoita num hotel de 5* (ups… numa pensão), apreciamos a bela gastronomia Mirandesa.
No dia seguinte não há tempo, 7h30 toca o despertador. O douro Internacional, a pouco mais de 500 metros do centro da cidade, espera-nos com a sua paisagem majestosa. É um vale sublime, com aves de rapina, que nenhum palavreado é capaz de descrever. O plano é aberto, mas às 10h00 convém estar-se a despedir deste meio do nada que é Duas Igrejas, descendo em direcção ao Pocinho. A descida ao Pocinho é também em plano aberto e, conforme o que relógio indicar, vemos se há ou não tempo para visitarmos mais pontos onde o património é referência. Findados os 240 km de cicloturismo, às 17h37 estamos a deixar o Pocinho em direcção à nossa abençoada casa para descanso absoluto.
Vão ser dois dias imperdíveis... e se também fores maluco, junta-te a nós!

Plano aprofundado:

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ecopista do Dão


No dia 08 de Setembro de 2011 fomos percorrer os 49,2 km da ecopista do Dão, entre as cidades de Santa Comba Dão e Viseu. Às 06h45 arrancamos de Barcelos em direcção a Aveiro, onde às 08h30 parámos, por motivos vários, junto à ria de Aveiro. Às 09h30 arrancávamos de Aveiro para Santa Comba Dão, via Souselas, onde chegamos perto das 11h00.
Montadas as bicicletas, que como de costume se transportam bem acondicionadas no nosso veículo de quatro rodas, e estacionando devidamente bem a viatura, já que à chegada nos foi informado que a zona registava recentemente um número anormal de crimes, às 11h30 partíamos da estação de Santa Comba. A estação de caminhos-de-ferro ainda hoje vê comboios passar, em direcção à Guarda e à fronteira Espanhola… curiosamente, a locomotiva 4724 esperava a hora de partida com um mercadorias para a Pampilhosa.
A ecopista do Dão começa precisamente a 400 metros da estação, onde a antiga linha de via estreita passava por baixo da via larga. O comboio, que antigamente ia em direcção a Viseu e depois para Espinho, já por aqui não passa desde 1989. Mas ficou um extenso património que felizmente chegou aos nossos dias e se encontra relativamente bem preservado.
Nesta parte inicial, a ecopista apresenta-se em piso azul e em fantásticas condições para corrida. Agora descemos a uma média de 35 km/h durante 4 km, até à antiga ponte ferroviária metálica de 122 metros que atravessa o rio Mondego. A partir daqui a ecopista começa ligeiramente a subir (não mais que 1%) e a média cai para os 20 km/h. Primeira estação é Treixedo, em ruínas, mas limpa e relativamente bem conservada. Depois segue-se um pequeno pontão de 35 metros, também metálico, o apeadeiro de Nagosela, que só existe porque está referenciado no mapa que nos acompanha - hoje não há qualquer vestígio. Entretanto a cor do piso da ecopista muda para verde, simbolizando que deixamos o concelho de Santa Comba e entramos no concelho de Tondela. Vem a estação de Tonda, conservada e por isso motivo de muitas fotografias, depois o apeadeiro de Porto da Lage, que também não existe, mais um pontão metálico desta vez de 98 metros, e às 12h54 entramos no primeiro grande entroncamento desta linha, a estação de Tondela. Pausa para almoçar num belo restaurante no centro da cidade, apreciando a bela gastronomia do Dão, e às 13h57 voltava-se novamente à ecopista.
Agora seguem os apeadeiros de Naia e Casal do Rei, sem quaisquer vestígios, um pontão de 10 metros e a estação da Sabugosa. Muito bem estimada, com, por exemplo, um parque de diversões e de merendas. Depois vem Parada de Gonta, dentro do estilo da anterior, e segue-se o primeiro túnel do percurso, de 180 metros. No túnel troca-se novamente de concelho, agora para o de Viseu, e, por isso, a ecopista apresenta-se agora com piso vermelho. Surge a estação de Farminhão, depois o apeadeiro da Várzea, sem paragem porque nada existe, e a estação de Torredeita, onde ao contrário das outras, tem em exposição um comboio completo, com a locomotiva a vapor Henschel E204. Ao nosso lado direito sucede o engraçado apeadeiro de Mosteirinho (uma “paragem de autocarro” construída em madeira), seguindo-se uma majestosa ponte de 184 metros, também metálica. Até Viseu, surge um túnel de 43 metros, a estação de Figueiró, o apeadeiro de Travassos de Orgens, a estação de Tondelinha e o apeadeiro de Vil de Moinhos.
Chegada à estação de Viseu às 16h05. Mas onde está a estação? Uma rotunda? Está ali o depósito… já é alguma coisa. Umas fotografias e tal e regresso a Santa Comba Dão. O regresso, às 16h15, é realizado sem paragens para fotografias e à média entre os 25 e os 30 km/h… de facto o percurso é mais favorável em direcção a Santa Comba. Às 17h25 paragem de 40 minutos em Tondela, para lanche, e às 18h45 chegada à estação terminal de Santa Comba Dão. O conta-quilómetros regista 104,45 km e 4h53 a circular… média de 21,38 km/h. 
O regresso a casa, de automóvel, foi realizado por Viseu e Aveiro, e a chegada ao Minho registou-se pelas 22h00. Valeu a pena e venha o próximo!

É difícil mostrar tudo, mas aqui fica um cheirinho das 200 e tal fotografias obtidas...

Rio Mondego...
Ponte sobre o rio Mondego... 
Estação do Treixedo... 
Estação do Farmilhão...
E o registo para a história!